Hora Certa
Defesa pede ao MP denúncia contra policial acusado de estuprar detenta
Fonte: Gazeta Digital
12 de Junho de 2026 as 09:24
Defesa pede ao MP denúncia contra policial acusado de estuprar detenta
Gazeta Digital

Advogado da mulher que denunciou ter sido estuprada dentro da Delegacia de Polícia de Sorriso solicitou ao Ministério Público Estadual (MPE) que ofereça denúncia por denunciação caluniosa contra o investigador da Polícia Civil Manoel Batista da Silva, 52.
 

Na representação, Walter Djones Rapuano, advogado da vítima, sustenta que Manoel registrou boletim de ocorrência contra a vítima e seu advogado, dando causa à instauração do procedimento investigativo, mesmo tendo conhecimento da inocência dos envolvidos. Segundo a petição, o próprio inquérito teria concluído pela inexistência de elementos que comprovassem o crime atribuído aos dois, sugerindo o arquivamento do caso.

Defesa argumenta que a medida teria sido uma tentativa de descredibilizar a denúncia de estupro feita pela vítima. A ex-detenta denunciou ter sofrido violência sexual dentro da Delegacia de Polícia de Sorriso, em dezembro de 2025, quando estava sob custódia do Estado.

Conforme os auts, exames periciais apontaram compatibilidade entre o perfil genético do cromossomo Y encontrado em material coletado da vítima e o perfil genético de Manoel Batista da Silva. O laudo concluiu que o investigador "não pode ser excluído" como fonte biológica do material analisado.

Ele também menciona que chegou a ser indiciado pelos crimes de estupro e abuso de autoridade, teve a prisão preventiva decretada e foi denunciado pelo Ministério Público. A denúncia foi recebida pela Justiça, e a ação penal segue em tramitação na 2ª Vara Criminal de Sorriso.

No pedido encaminhado ao Ministério Público, a defesa requer que Manoel seja denunciado por duas vezes pelo crime de denunciação caluniosa, em concurso formal, em razão das acusações dirigidas contra a vítima e ao advogado.

O caso

Conforme noticiou o , a prisão de Manoel aconteceu no dia 1 de fevereiro deste ano, resultado de uma investigação que apurava o crime sexual dentro da unidade policial contra a detenta, que tem 25 anos. A denúncia aconteceu há cerca de 50 dias. O investigador foi mantido preso após passar por audiência de custódia. A vítima acusa o servidor da Segurança de cometer estupro por 4 vezes na noite em que permaneceu na delegacia, entre 8 e 9 de dezembro. 

Nesta quinta-feira (12) a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) de Mato Grosso confirmou, por meio de exame de DNA, que houve conjunção carnal entre um investigador da Polícia Civil, Manoel Batista da Silva e a mulher que estava sob custódia. O resultado pericial aponta o servidor público como autor do crime de violência sexual.