A Polícia Civil deflagrou na manhã desta quinta-feira (11) a Operação Valquíria, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa envolvida no tráfico interestadual de drogas e na utilização de mulheres para o transporte de entorpecentes entre estados e para dentro de unidades prisionais de Mato Grosso.
Ao todo, foram cumpridas 27 ordens judiciais, sendo 9 mandados de prisão preventiva, 9 mandados de busca e apreensão domiciliar e 9 ordens de bloqueio de contas bancárias, limitadas ao valor de R$ 500 mil por investigado.
As medidas foram autorizadas pela 5ª Vara Criminal de Sinop, com base em investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), que reuniu elementos apontando a atuação estruturada do grupo criminoso.
Os mandados foram cumpridos simultaneamente em Cuiabá, Várzea Grande e Campo Novo do Parecis, além de unidades do sistema prisional mato-grossense. Segundo a polícia, parte dos investigados já estava presa, mas continuava exercendo funções de comando e coordenação das atividades ilícitas de dentro dos presídios.
As investigações revelaram que a facção utilizava mulheres como peças-chave na logística do tráfico. Elas eram responsáveis por realizar viagens interestaduais transportando drogas, além de atuar no repasse de dinheiro, recrutamento de novas integrantes e na comunicação entre criminosos presos e membros em liberdade.
Conforme a Denarc, lideranças da organização determinavam e coordenavam as ações criminosas a partir das unidades prisionais, utilizando aparelhos celulares e intermediários para manter a estrutura em funcionamento.
Além do tráfico interestadual, o grupo também seria responsável por promover a entrada de entorpecentes em estabelecimentos penais e garantir a circulação de informações entre os integrantes da facção.
O nome da operação faz referência às Valquírias da mitologia nórdica, figuras femininas encarregadas de cumprir missões e estabelecer conexões entre diferentes mundos.
De acordo com a Polícia Civil, a denominação foi escolhida em alusão ao papel desempenhado pelas mulheres investigadas, que faziam a ligação entre integrantes presos e em liberdade, transportando drogas, valores e informações para manter as atividades criminosas.