O homem preso, suspeito de matar o colega de trabalho Mario Alexander Rojas Caballero, 45, e esconder o corpo em uma cova rasa em um estacionamento no bairro Baú, em Cuiabá, já possuía outras condenações criminais e era considerado foragido da Justiça. Esse foi um dos fatos que levou o juiz, em audiência de custódia, a manter a prisão do acusado.
Documentos da Vara de Execuções Penais apontam que Amarildo do Prado acumulava 3 condenações anteriores pelos crimes de ameaça, homicídio qualificado e disparo de arma de fogo.
A decisão judicial, assinada em outubro de 2024 pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, determinou a unificação das penas e o retorno do réu ao regime fechado.
Segundo o documento, Amarildo foi condenado inicialmente pelo crime de ameaça, recebendo pena de dois meses e 15 dias de detenção. Em outro processo, foi condenado a 12 anos de reclusão por homicídio qualificado. Ele também recebeu pena de dois anos de reclusão e pagamento de multa pelo crime de disparo de arma de fogo.
A magistrada destacou que os crimes foram praticados de forma independente, motivo pelo qual as penas foram somadas. Com isso, o réu ainda tinha 9 anos, 5 meses e 27 dias de prisão a cumprir.
A decisão também revela que Amarildo estava em liberdade no regime semiaberto desde maio de 2024, mas rompeu a tornozeleira eletrônica em julho do mesmo ano e deixou de cumprir as determinações judiciais.
Mesmo após a fuga, houve progressão ao regime aberto, com obrigação de comparecimento periódico à Fundação Nova Chance. No entanto, segundo a Justiça, ele nunca se apresentou para iniciar o cumprimento da pena relacionada à condenação por disparo de arma de fogo.
Diante do histórico, a juíza determinou a regressão definitiva ao regime fechado e expediu mandado de prisão contra ele.
A nova prisão ocorreu nessa terça-feira (26), após Amarildo confessar ter matado o colega de trabalho com quem mantinha desavenças frequentes em um estacionamento na capital.
Segundo a Polícia Civil, o corpo da vítima foi encontrado parcialmente enterrado em uma área de obra no local. O suspeito apresentava hematomas no rosto e, inicialmente, alegou ter sido vítima de roubo. Posteriormente, confessou o crime à Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).