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Angeliquinha controlava tráfico, armas, extorsões e mortes em região de MT
Fonte: Gazeta Digital
23 de Setembro de 2026 as 15:47
Angeliquinha controlava tráfico, armas, extorsões e mortes em região de MT
Gazeta Digital

Condenada a 260 anos de prisão, Angélica Saraiva de Sá, conhecida como “Angeliquinha”, uma das principais lideranças de uma facção criminosa em Alta Floresta e cidades circunvizinhas, já estava atuando em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, onde foi presa nessa terça-feira (22), um ano após fugir do presídio Ana Maria do Couto, em Cuiabá. De acordo com o delegado Victor Hugo Caetano, ela é uma liderança completa que atua em diversas frentes no crime.

“Ela é uma liderança completa. Ela lidera toda a região de Alta Floresta e cidades vizinhas, sendo responsável por cerca de 80% dos homicídios praticados pela facção nessa região. Ela comandava diferentes atividades criminosas, incluindo extorsões contra garimpos, tráfico de drogas e controle da entrada e saída de armamentos, principalmente em áreas rurais e de garimpo”, pontuou em entrevista aos jornalistas na manhã desta quarta-feira (23).

A atuação da criminosa, segundo a polícia, não teria sido interrompida nem durante o período em que esteve presa. Mesmo no presídio Ana Maria do Couto, em Cuiabá, ela teria mantido uma posição de liderança entre as integrantes da organização, comandando as atividades do crime de dentro do presídio.

Após deixar a prisão e fugir para a Bolívia, Angeliquinha continuou, conforme a investigação, em contato com integrantes da facção que permaneciam em Mato Grosso.

A polícia também investiga a posição de Angeliquinha na Bolívia e nas outras cidades bolivianas próximas à fronteira para identificar a real atuação e entender qual era a posição dela nas negociações relacionadas à entrada e saída de drogas e outros produtos ilícitos.